Zé Pereira dos Lacaios transmite seus ensinamentos através de oficinas

Publicado por Mariani Barbosa em 26 de Julho de 2017, 19:16
Última atualização em 26 de Julho de 2017, 19:19

Conhecimento centenário é multiplicado. Fotos: Íris Jesus

Clarins, lanternas e percussão. Elementos que, combinados, dizem muito sobre o que é o Zé Pereira dos Lacaios. No ano em que completa seus 150 anos, a agremiação trouxe ao Festival três oficinas que, realizadas entre 15 e 22 de julho, promoveram a aproximação entre a cultura do bloco e a cidade, tendo como principal objetivo transmitir aos participantes a história do clube, como forma de resistência e perpetuação de sua cultura.

Buscando resgatar o uso do instrumento nos cortejos, a oficina "Clarins do Zé Pereira", realizada na sede do clube e na sede da Banda do Rosário, ensinou aos participantes os princípios de seu toque. Segundo Jéfferson Júnior da Rocha, clarinetista do bloco, a iniciativa surgiu a partir de conversas com o presidente, Arthur Carneiro.

Jéfferson diz que "descobriu-se através de algumas pesquisas e estudos que, há algumas décadas, usavam-se clarins no cortejo", completando ainda que ambos procuraram "alguns antigos tocadores de clarim pra definir o que seria esse instrumento", conta. Na ocasião, estiveram presentes cerca de 10 pessoas que foram introduzidas ao toque do clarim. 

Como forma de instruir acerca do adereço usado à frente da comitiva para iluminar as ruas da cidade, a oficina "Lanternas do Zé Pereira", ministrada pelo presidente da agremiação e realizada no clube XV de novembro, permitiu que os alunos aprendessem um pouco sobre a história do bloco, da importância do adorno para o cortejo e também sua confecção. 

Na oficina "Percussão do Zé Pereira", realizada pelos integrantes Zé Artur Xavier e Luan Silva, os 16 participantes puderam escolher, entre tarois e bumbos, a qual instrumento iriam se dedicar. Além disso, foi destacada também a tradição dos instrumentos, que vieram de Portugal.

Zé Arthur afirmou que a ocasião também serviu para "mostrar como os instrumentos mudaram de uma época para outra. Antes o Zé Pereira não tinha o tarol, só tinha a caixa de couro e o bumbo", completando ainda que "ao final dos três dias de oficina, foi realizado um pequeno cortejo com cada participante".

No penúltimo dia de Festival, foi realizada, no Largo Marília de Dirceu, em Ouro Preto, uma mostra na qual foram exibidos os resultados das oficinas executadas ao longo da semana. A mostra seguiu o cortejo, organizado após o curso voltado para as percussões.

Mais Notícias
Cortejo do Zé Pereira marca encerramento do Festival de Inverno

Ao som de clarins, bumbos e tarois, o cortejo da agremiação mais antiga em atividade no Brasil encerrou o Festival de...Ler mais

Pilares do Festival de Inverno são debatidos em seminário cultural

Repensar a música, a arte e a cultura de maneira abrangente. Foi com essa premissa que aconteceu, na última semana do...Ler mais

Música Popular Brasileira é destaque em show na Praça da UFOP

Com um repertório que incluiu canções autorais e trabalhos de artistas reconhecidos nacionalmente, a banda ouro-preta...Ler mais