Pilares do Festival de Inverno são debatidos em seminário cultural

Publicado por Mariani Barbosa em 03 de Agosto de 2017, 20:03
Última atualização em 03 de Agosto de 2017, 20:32

O seminário foi um dos cinco que entraram na programação do Fórum das Artes. Fotos: Tuila Dias

Repensar a música, a arte e a cultura de maneira abrangente. Foi com essa premissa que aconteceu, na última semana do Festival, o Seminário Artes e Culturas: Experiências e Resistências, como parte do Fórum das Artes de 2017. O Fórum é um dos alicerces do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana.

Realizado pelo Núcleo de Mentalidade e Memória do Instituto de Filosofia, Arte e Cultura da UFOP, a conferência levantou debates acerca da culturalidade atrelada aos eixos do Festival. Ao longo de quatro dias foram realizadas cinco mesas temáticas, cada uma trazendo questões relacionadas a um respectivo tema.

Durante a programação do seminário, foram organizadas também apresentações musicais, manifestações da linguagem de sinais e exposições artísticas, além de um trajeto expositivo e da visita guiada ao Museu Casa Guignard, sempre buscando a reflexão e o questionamento acerca da vivência artística. 

Trazendo como questões principais diversidades, formações, memórias, inovações e inclusões, o seminário contou com a presença de 11 colaboradores, que, de acordo com as mesas, puderam debater com os participantes acerca de estratégias de legitimação e mantenimento dessas temáticas do Festival.

A professora do Departamento de Música da UFOP, e uma das organizadoras do evento, Virgínia Buarque, afirma que, dentre os resultados do seminário, podem ser destacados "a integração entre os docentes de diferentes níveis de formação", além de um "elevado nível de argumentação e debate das mesas temáticas" e a participação de diversos profissionais, "o que muito contribuiu para a pluralização das perspectivas quanto a arte e a cultura".

PROPOSTAS - Na última mesa do Seminário, foram discutidas várias propostas a serem encaminhadas à Reitoria da UFOP, que, segundo a professora, têm o intuito de "fomentar e contribuir para uma política cultural da Universidade cada vez mais enraizada e dialógica com as práticas já em vigência na Região dos Inconfidentes", diz. Foram sugeridas questões como a "formação mais ampliada e abrangente em linguagens inclusivas na UFOP (como libras), o reconhecimento e criação de aportes institucionais à condição das mães estudantes e professoras (como creches nos três campi) e também a participação da UFOP nos Planos Municipais de Cultura", acrescenta Virgínia.

Na ocasião de encerramento, a professora de Música pela UFJF, Marta Castello Branco, que também participou do terceiro dia do seminário com a mesa "Diversidades", apresentou-se para o público presente no Departamento de Música da UFOP (DEMUS). O evento foi gratuito e aberto a todos os públicos.

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