Documentário "O Sol - Caminhando Contra o Vento" provoca reflexões e questionamentos em espectadores
Publicado por Daniel Almeida
25 de Julho de 2018, 09:23
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Foto: Marcelo Cardoso

O documentário "O Sol - Caminhando Contra o Vento" exibido na Mostra Tropicália do último sábado (21), no Auditório do Museu da Inconfidência - Anexo I,  reavivou a vontade de fazer a diferença. O longa de 2006, dirigido por Tetê Moraes, retrata o nascimento, a ascensão e o fechamento do jornal alternativo O Sol, criado após a instauração do governo militar no Brasil, a fim de informar a população carioca a partir da perspectiva contrária àquela predominante nos anos 1960.

Por meio do depoimentos do grupo que materializou o jornal, conhecido como "geração 68", composto por nomes como Reynaldo Jardim, Ana Arruda Callado, Caetano Veloso, Ziraldo, entre outros, a diretora Tetê Moraes mostra o espírito dos estudantes do final da década de 1960 que desejavam mudar o cenário social e político brasileiro. Para a atriz Natalie Smith, 26 anos, o documentário deu inspiração para estudar mais e se tornar mais crítica quanto à mídia e à sociedade. "O documentário me fez refletir sobre o lugar do jovem. Hoje, parece que o jovem não deseja mais lutar, debater ou buscar informação. A 'geração 68' lutou muito. Eu não vejo esse movimento nesta juventude, ela está se diluindo!”, desabafa. 

O aposentado Paulo César Aragão, 58 anos, saiu esperançoso da sessão que trouxe os cantores tropicalistas de que tanto gosta. "Não é exatamente um retrocesso, mas sim uma quebra de paradigma! Sempre chega a hora de uma nova mudança", afirma Aragão após ser questionado sobre as transformações políticas e culturais retratadas em "O Sol - Caminhando Contra o Vento".

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