Corredor Cultural musicaliza a rua São José no último dia de Festival
Publicado por Evelin Ramos
25 de Julho de 2018, 09:34
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Foto: Larissa Pinto

O quarto Corredor Cultural aconteceu no domingo (22), no último dia de Festival de Inverno. A rua São José, também conhecida como rua dos bancos, movimentou-se não pela correria cotidiana, mas pela música de diferentes artistas. Teve samba, forró, rock, MPB e música folclórica. 

Às 14h, Vicente Gomes e Marcelo Magrão, com voz, viola e percussão, mostraram um pouco do folclore regional. Segundo Vicente, ele começou a tocar músicas folclóricas há dez anos, com o grupo Viola de Folia. "O grupo ficou por 10 anos viajando e mostrando o folclore regional. A gente faz esse trabalho com músicas de compositores daqui e composições próprias. Como o grupo acabou, eu continuei com o Marcelo, fazendo esse trabalho de folclore", conta o violeiro. 

As canções de Vicente fizeram com que Renata Georgia, 28, e Hudson Costa, 33, lembrassem da cidade em que nasceram, Espinosa, no norte de Minas. "Fez relembrar muito a Folia de Reis de lá, que a gente dançava quando era pequeno", conta Renata. Hudson comenta que nunca havia estado no Festival de Inverno e que a experiência foi ótima: "Esta festa está maravilhosa. Nós estamos relembrando um pouco da nossa cultura. A gente tem isso lá bem forte, enraizado. A gente está se sentindo maravilhado com tanta coisa nova, tanta cultura, pessoas de todos os cantos".

Às 15h, a banda marianense Flor Cecília mandou o rock, o pop, o samba-rock e o MPB para a galera, que curtia o show próximo à ponte dos Contos. A banda é formada só por mulheres: Yohaine Rocha na voz; Júlia Reis na guitarra e voz; Rafaela Freitas no contrabaixo; e Wanessa Ulhôa na bateria e percussão. Para Yohaine, a banda representa força: "A importância de uma banda formada só por mulheres é para mostrar a força que a gente tem unidas". 

Ali, mais à frente da ponte dos Contos, Bardo e Fada agitavam quem os assistia. Eles são uma dupla de cantores de Porto Alegre que, numa "kombi home", com sala e cozinha, construída por eles, já viajou pelo Sul e pelo Nordeste, e agora viaja pelo Sudeste do Brasil. "Nós saímos de Porto Alegre há um ano e oito meses, para uma aventura musical, uma turnê pelo mundo, com as nossas duas filhas e o nosso cachorrinho, o Rock", explica Fada. 

Bardo e Fada são ecléticos, tocam de Elis Regina a Beatles. Nas apresentações, utilizam apenas uma guitarra, uma caixa de som e um microfone clássico que revezam durante as canções. O casal está viajando há 600 dias e a próxima região brasileira a ser visitada será o Centro-Oeste, mas pensam em ir ainda mais longe. "Estamos indo em direção aos Estados Unidos, onde nós queremos viajar também e fazer muitos shows. Vamos também para a Europa. Isso tudo não tem data para acabar", comenta a artista. 

O largo da Alegria, às 17h, foi tomado pelo samba de Silvia Gomes e Giselle Couto. Giselle é formada em Música pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e, segundo ela, é muito prazeroso voltar à cidade depois de tantos anos e tocar num espaço tão democrático como a rua. "Acho importantíssimo esse movimento que tem acontecido em Ouro Preto. Ocupar os espaços e aproveitar o público que a cidade oferece. Ouro Preto oxigena não só o corpo, mas a mente. Acho super válido trazer essas iniciativas artísticas para rua", comenta Giselle. 

O Corredor foi encerrado às 18h30 com a banda Lira Margaridense, que seguiu em cortejo até o Centro de Artes e Convenções da UFOP. Leila de Castro, de Belo Horizonte, esteve nas atrações do último Corredor Cultural e comenta sobre a experiência de participar do Festival deste ano: "Adoro, adoro Ouro Preto, adoro este Festival. Trouxe parte da minha família que mora em São Paulo e é tudo de bom. Qualidade 'vip'. Eu sou até suspeita para falar, porque eu sou 'mineirona'. Eu amo essa terra. Amo Ouro Preto e tudo o que vem daqui".

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