O que pode o encontro? - Um exercício coletivo e expandido de criação

Local: Escola de Minas, Centro Histórico de Ouro Preto - Sala 35

Começa em: 16 de Julho de 2018, 13:00

Termina em: 20 de Julho de 2018, 18:00

Valor: Grátis

Descrição: Sinopse: O encontro não é uma oficina. É uma vivência criativa coletiva facilitada por mim. Estou para provocar, propor e sobretudo ouvir e jogar, com a atenção e a resposta que conquistarmos juntos. Não há uma linguagem predominante, por isso podemos chamar de nosso projeto – uma zona de autonomia temporária, quem sabe? Uma coisa que pode ser qualquer coisa, menos nada, vamos construindo juntes. Sou das artes cênicas, por isso minhas tendências artísticas incluem corpo, toque e presença. Gosta? É bom se permitir. O exercício é expandir linguagens, diluir fronteiras, borrar, buscando intersecções, contaminações. Desprender-se de lugares já muito experienciados, mantendo diálogo. Enraizamento dinâmico: você tem sua identidade como artista, mas nada te impede de se mover por outras identidades, outras linguagens, outras mídias, outros corpos. Como? É o que pode o encontro. Relação. [aberturas, atenção, tentativas, riscos, desvios, atalhos, acasos, trocas, respostas instintivas, ação, registro, contaminação, jogo, cena, experimentos] Não tenho exatamente um caminho… mas tenho pistas e procedimentos. Também estou tentando, errando… Que tal um olhar para os espaços públicos e de circulação da cidade? Afinal, que cidade é essa onde nos encontramos? Que tempo é esse em que vivemos? Tenho cinco inclinações poéticas para atravessar nossas relações: Resistência, Encontro, Desejo, Inquietação e Horizontalidade. Tenho interpretações moventes para cada um desses sentidos. O que te provocam? Como te movem? Vamos juntos? Precisamos nos conhecer, nos conectar. Processualmente. Conversemos, pois. Regra única: Respeite o coletivo e se respeite na mesma medida. Trabalhamos nessa consciência. Traga suas questões, suas inquietações e desejos, disposição, criatividade, seus materiais, câmeras, cadernos, tintas, instrumentos, corpos, línguas, olhos, pele, mãos, pés, precisaremos muito dos pés… Currículo: Fany Magalhães é artista e pesquisadora em Artes Cênicas. Bacharel em direção teatral, pela Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP (2010-2014), onde inicia investigações de acontecimentos cênicos em espaços não convencionais. Em seus estudos de mestrado, pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC (2016-2018), propõe perspectivas reticulares para a feitura de processos coletivos de criação. Dirigiu o coletivo TrêsLoucados, em Barbacena/MG (2007-2009); o Calopsita, em Ouro Preto/MG (2013-2014), onde também foi agitadora do Movimento Orgânico Imaginário (2013) e propôs os projetos cênicos O Acordo (2012), A Coisa Viva (2013) IE N\ CÒMODOS do modo como (2014), uma grande ocupação em um sobrado no centro histórico, “uma poética dos corpos e dos espaços”, na crítica de Clóvis Domingues dos Santos. Em Brasília dirigiu Isso Não é Um Espetáculo (2013), atuando também como performer e assistente de direção, com o diretor Jean Bottentuit, no projeto Chá de Fúrias (2013), do Teatro da Sacola. Em Curitiba, dirigindo o teatro de segunda, no seu projeto inaugural, aporia em si # (2015), que apresenta “a individualidade embotada pela ação situacional de quem está incumbido de uma missão”, nas palavras do crítico Walmir Santos. Também em Curitiba/PR, fez assistência de direção para o diretor Darlei Fernandes, da Cia. Subjétil, no projeto ÉDIPO_2: Párodo (2015), curou e idealizou a Mostra AfluesteSolimões (2016), pelo Festival de Curitiba, um encontro de projetos de investigação do espaço da casa aberta e compartilhada Solimões 541, que gestionava em colaboração criativa com outros projetos criativos. Desde 2016, dedica-se a participação de experiências criativas curtas e localizadas, como as que vivenciou com o coreógrafo Vanilton Laka, para a apresentação do espetáculo Monoblocos, em Florianópolis/SC (2016), ou com o performer Fábio Salvatti que investiga procedimentos de criação em performance, ou ainda com a arista visual Nara Milioli em parceria com o filósofo Rodrigo Brum, em residência dedicada a criação de intervenções urbanas que tencionassem a indústria cultural e que resultou na publicação da Revista Horda, com registros do processo. Como atriz, na residência Atos de Resistência, dirigida pelo palestino Ihab Zahdeh, em São Paulo/SP (2017), compôs a criação e apresentações do espetáculo Ninguém se lembra, apresentado no Teatro da USP-TUSP, pela Mostra de Teatro de São Paulo – MITsp e também no Teatro Heliópolis. Em processo facilitado pelos cenógrafos Renato Bolelli e Aby Cohen, também pela MITsp, em São Paulo/SP (2018), integrou grande ocupação cênica no Memorial da Resistência, reativada em outros momentos no Teatro do Centro da Terra e futuramente na Quadrienal de Praga (2019), pela plataforma PQBrasil. Recentemente esteve imersa nas práticas do coreógrafo Marcelo Evelin, em Teresina/PI (2018), no espaço autogestionado CAMPO – gestão e criação em arte contemporânea, resultando em um compartilhamento público do processo. Desde então, vem buscando e acumulando sentidos para a poética grito R.E.D.I.H, uma aposta criativa e coletiva nas relações entre resistência, encontro, desejo, inquietação e horizontalidade. Em 2018, novamente com o Teatro da Sacola, como assistente de direção de Jean Bottentuit, integra a equipe que realizará o projeto Pëstë, em Brasília/DF e São Luís/MA, simultaneamente. Aventura-se atualmente com a criação de vídeos experimentais. DRT 0029231/PR. Período: 16 à 20/07; Carga Horária: 20h/a; Faixa Etária: 18 anos. Inscrições: https://www.sympla.com.br/oficinas__308272

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